O técnico Abel Ferreira demonstrou frustração após a derrota do Palmeiras por 2 a 1 para o Novorizontino, de virada, na primeira queda do clube na atual temporada. Durante a coletiva de imprensa, o treinador português sugeriu que deixará o comando alviverde ao fim de seu contrato, que se encerra neste ano.
“Eu já estou aqui há cinco anos, vou para o meu último ano no Brasil. E todos os anos houveram momentos bons e ruins. Vamos continuar a seguir nosso trabalho. Não há nenhuma equipe que vai ganhar sempre. Vamos fazer o que sempre fizemos.”
Abel também analisou a partida, destacando a ineficácia na etapa final. Para ele, a equipe perdeu o controle do jogo e viu o adversário ser “extremamente eficaz” nos momentos decisivos.
“A responsabilidade total é minha; perdemos e jogamos muito mal na segunda parte, apesar de termos ido bem na primeira. O futebol é eficácia, e nosso rival foi extremamente eficaz. Já não bastasse, daqui a dois dias tem mais.”
Defesa de Anderson Barros
O treinador aproveitou a entrevista para sair em defesa do diretor de futebol do clube, Anderson Barros, que tem sido alvo de críticas e vaias da torcida. Segundo Abel, as manifestações contrárias afetam todo o grupo.
“Toda vez que fazem isso, vaiam nosso símbolo, vaiam o treinador, vaiam os jogadores, vaiam a diretoria… Estamos falando diretamente do Barros. São 11 títulos, quase 400 milhões de euros em vendas. Quando cheguei, o Palmeiras estava em uma situação financeira complicada, não podíamos contratar jogadores. Em quatro anos, todos juntos — presidente, jogadores, treinador, o Barros — nos tornamos uma das equipes mais prestigiadas internacionalmente e nacionalmente.”
Abel também comparou as contratações do Palmeiras com exemplos de grandes clubes europeus, que às vezes investem alto em atletas que acabam não correspondendo em campo. O português pediu “pés no chão” e união para lidar com as oscilações típicas do futebol, ressaltando que o trabalho segue o mesmo independentemente de resultados pontuais.
“Não éramos os melhores há uma semana, nem somos os piores hoje. Vamos continuar com nosso trabalho, sabemos perfeitamente como isso tudo funciona.”