Invasores prometem resistência à reintegração de posse em São Caetano
Um prédio privado localizado na Rua José Benedetti, em São Caetano do Sul, tornou-se palco de um impasse jurídico. A 4ª Vara Cível da Comarca de São Caetano determinou a reintegração de posse do imóvel, ocupado desde novembro pelo movimento Ocupação da Mulher Operária Alceri Gomes.
Larissa Mayumi, coordenadora do grupo, criticou a decisão da Justiça e prometeu recorrer dentro do prazo legal de 15 dias. “Essa decisão é injusta. O prédio está abandonado há mais de 20 anos, acumulando uma dívida de mais de R$ 1,5 milhão em impostos. A Justiça sequer ouviu o movimento para entender o impacto positivo do trabalho que estamos desenvolvendo aqui”, afirmou Larissa.
O trabalho social na ocupação
Desde a ocupação, o prédio tem sido utilizado como um abrigo para mulheres e crianças em situação de vulnerabilidade. Larissa destacou que há um espaço dedicado à acolhida e até uma creche montada no local. Ela também mencionou que o Conselho Tutelar produziu um relatório sobre as condições da ocupação.
“A única visita oficial ao prédio foi no Natal, e mesmo assim foi superficial. A oficial de Justiça não avaliou o que foi estruturado para apoiar essas mulheres e crianças”, criticou Larissa.
Próximos passos
A coordenadora informou que o grupo vai reunir apoiadores para decidir a melhor forma de resistir à desocupação. “Vamos apresentar nosso recurso para garantir o direito de sermos ouvidos e tentar mudar essa decisão. Não abandonaremos essas pessoas sem lutar pelo que acreditamos ser justo”, garantiu.
A situação ilustra o dilema entre o direito à propriedade privada e a urgência de resolver questões sociais. A resistência do grupo e o posicionamento da Justiça nos próximos dias prometem trazer novos desdobramentos para o caso.
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