O líder do PL na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante (RJ), tem declarado publicamente que já dispõe dos votos necessários para aprovar o projeto de lei que visa anistiar os golpistas do 8 de janeiro na Casa. Ainda assim, ele estabeleceu uma meta para evitar perder o trabalho de arregimentar votos caso o projeto vá a julgamento no STF.
Enquanto o tema não é pautado na câmara, a ideia é trabalhar para atingir os 308 votos – quórum necessário para a aprovação de uma proposta de emenda à Constituição (PEC). É mais do que o necessário para que o projeto em si seja aprovado. Mas enviaria um recado direto para o Supremo Tribunal Federal (STF): caso o projeto seja aprovado pelo Congresso e a Corte julgue a anistia inconstitucional, a Câmara teria maioria para aprovar uma emenda à Constituição Federal.
Embora seja destinado apenas aos presos do 8 de janeiro, o projeto pode em última instância, beneficiar o ex-presidente Jair Bolsonaro, caso seja condenado no Supremo pelos crimes listados na denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) no mês passado.
“Meu sonho é aprovar com quórum de PEC. Porque se o STF quiser pensar em declarar inconstitucional, já sabemos que temos votos para aprovar uma emenda à Constituição”, afirmou o líder do PL.
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Jair Messias Bolsonaro, ex-presidente da Repúblic — Foto: MAURO PIMENTEL / AFP
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Alexandre Rodrigues Ramagem, policial federal, ex-diretor da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) — Foto: Domingos Peixoto / Agência O Globo
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José Eduardo de Oliveira e Silva, padre — Foto: Reprodução
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Ailton Gonçalves Barros, ex-militar e advogado — Foto: Reprodução
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Amauri Feres Saad, advogado — Foto: Reprodução
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Augusto Heleno Ribeiro Pereira, ex-ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência — Foto: Agência Brasil
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Carlos Cesar Moretzsohn Rocha, Dono do Instituto Voto Legal (IVL) — Foto: Reprodução
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Filipe Garcia Martins Pereira, ex-assessor de Bolsonaro — Foto: Reprodução
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Laércio Vergílio — Foto: Reprodução
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Fernando Cerimedo, influencer dono do canal La Derecha Diario — Foto: Reprodução
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General Mario Fernandes — Foto: Reprodução/Youtube
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Nilton Diniz Rodrigues, comandante da 2ª Brigada de Infantaria de Selva — Foto: Reprodução
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Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira, ex-ministro da Defesa e ex-comandante do Exército — Foto: Agencia Brasil
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Tércio Arnaud Tomaz, ex-assessor especial de Bolsonaro — Foto: Reprodução
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Walter Souza Braga Netto, ex-ministro da Casa Civil e da Defesa — Foto: Pablo Jacob / Agência O Globo / Arquivo
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Fabrício Moreira de Bastos, ex-chefe da Secretaria de Comunicação Social de Bolsonaro e do 52° Batalhão de Infantaria de Selva do Exército, em Marabá (PA) — Foto: Reprodução
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PF reuniu indícios que conectam o ex-presidente Bolsonaro às articulações com teor golpista de impedir a posse do presidente Lula
Para aprovar um projeto de lei na Câmara, é preciso o apoio de metade dos deputados, ou seja, 257 votos.
Na prática, a aprovação da pauta poderia tornar sem efeito diversas condenações julgadas pelo Supremo e traria incertezas sobre o julgamento da trama golpista após a denúncia da PGR contra Bolsonaro e 33 aliados, incluindo o ex-candidato a vice Walter Braga Netto e o ex-comandante da Marinha Almir Garnier Santos, por golpe de Estado e outros crimes.
O texto, de autoria do ex-deputado Major Vitor Hugo (PL-GO), prevê anistiar todos os envolvidos em manifestações desde 30 de outubro de 2022, data do segundo turno da eleição presidencial vencida por Lula, até a data em que a legislação entrar em vigor – o que compreende, além do 8 de janeiro, os bloqueios golpistas em rodovias brasileiras, tentativas de atentado e a mobilização na porta de quarteis por uma ruptura institucional.
Sóstenes garante que, se a anistia fosse pautada hoje, seria aprovada no plenário da Casa. Mas o objetivo é trabalhar por uma margem maior para evitar surpresas na hora da votação – ou, caso a meta da PEC seja atingida, pressionar o Supremo. Há expectativa no PL de que a manifestação bolsonarista na praia de Copacabana, no Rio, sirva para ampliar a pressão sobre parlamentares indecisos, em especial no Centrão.
Como antecipou o colunista Lauro Jardim, Bolsonaro se reunirá com o presidente do Republicanos, deputado Marcos Pereira (SP), nesta semana para tratar da pauta. O ex-presidente já se reuniu com Gilberto Kassab, do PSD, Ciro Nogueira, do PP, e Antonio Rueda (União Brasil) para tratar do assunto e, segundo bolsonaristas, recebeu dos três sinalizações favoráveis à pauta.
Com o apoio maciço da bancada do Republicanos, Sóstenes calcula ter cerca de 290 votos. Mas o líder do PL diz contar com votos de vários deputados do PSDB, MDB, Podemos e Solidariedade, que, no varejo, podem fechar a conta. Ele prevê que a anistia seja pautada nas próximas semanas, antes do fim do mês.
O presidente da Câmara, Hugo Motta, é filiado ao Republicanos e tem dado sinais trocados sobre a pauta bolsonarista. Pouco após tomar posse no cargo, sucedendo Arthur Lira (PP-AL), Motta se disse favorável à discussão da anistia e chegou a declarar que o 8 de janeiro não foi uma tentativa de golpe contra o Lula, além de definir como “exagero” as punições dadas aos golpistas pelo Supremo.
Ao contrário do presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), o deputado do Republicanos não fez uma declaração enfática contra a tramitação da pauta. Caso Sóstenes e o PL concluam que o projeto dispõe dos votos necessários para ser aprovado no plenário, a decisão caberá ao colégio de líderes, e não a Motta.
Conforme publicamos no blog em janeiro, Sóstenes e o atual 1º vice-presidente da Câmara, Altineu Côrtes (PL-RJ), que liderou a bancada do partido até fevereiro, combinaram com Hugo Motta que a anistia só será pautada quando a bancada concluir que há chances reais de aprová-la.