Em 1925, o cientista Albert Einstein visitou a América do Sul e passou alguns dias no Brasil. A história dessa viagem – e suas impressões sobre o País – é contada no livro Einstein: o viajante da relatividade na América do Sul (Vieira & Lent, 2003), de Alfredo Tiomno Tolmasquim.

Ele era já um homem famoso por suas teorias científicas quando saiu do porto de Hamburgo, na Alemanha, a bordo do Cap. Polônio. O navio costeou o litoral europeu, fez uma parada de algumas horas em Lisboa, e cruzou o Oceano Atlântico até chegar ao Rio de Janeiro.

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De acordo com autor, a primeira parada rápida de Einstein no Rio de Janeiro foi muito concorrida. Cientistas, integrantes da comunidade judaica e muitos jornalistas o esperavam no desembarque. Deu tempo para uma comitiva levá-lo ao Jardim Botânico e a um almoço no Copacabana Palace oferecido pelo jornalista Assis Chateaubriand.

Suas anotações sobre tal passagem terminam com a seguinte frase: “Finalmente, livre. Mais morto que vivo”.

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Confira abaixo alguns trechos coletados do livro:

“Jardim Botânico, bem como a flora de modo geral, supera os sonhos das 1.001 noites. Tudo vive e cresce a olhos vistos por assim dizer. Deliciosa é a mistura étnica nas ruas. Português-índio-negro com todos os cruzamentos. Espontâneos como plantas, subjugados pelo calor. Experiência fantástica. Uma indescritível abundância de impressões em poucas horas.”

“O europeu necessita maior estímulo metabólico do que esta eterna atmosfera quente-únida oferece. Do que vale a beleza natural e riqueza? Eu penso que a vida de um escravo-do-trabalho europeu ainda seja mais rica, sobretudo menos utópica e nebulosa. Adaptação provavelmente só possível com renúncia da agilidade.”

“À tarde, visita e convite de alguns comerciantes alemães. Em seguida, com os cientistas ao “Pão de Açúcar”. Viagem vertiginosa sobre floresta selvagem em cabo de aço. Em cima, magnífico jogo e alternância de neblina e Sol.”

“Visita ao Museu de História Natural, principalmente animais e antropologia. Beleza da espinha dorsal de uma serpente como construção. Cultura dos índios, múmeias reduzidas, flechas envenenadas. Lindo jardim diante do Museu. Estatística da mistura racial. Negros vão pouco a pouco desaparecendo através da mistura devido à falta de resistência dos mulatos. Índios relativamente pouco numerosos.”

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