Você já ouviu dizer que em tempos de crise, é possível transformar adversidade em oportunidade? Investir pode parecer simples: basta comprar quando o preço cai e vender quando sobe. Mas a realidade é mais complexa. Assim como um velejador que ajusta as velas para aproveitar o vento, um investidor precisa adaptar suas escolhas ao cenário econômico para avançar.

Operado de mercado na New York Stock Exchange (NYSE). – DAVID DEE DELGADO/Getty Images via AFP

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No início de 2024, com a Selic caindo e expectativas de inflação controlada, aplicar em títulos indexados ao IPCA com taxas próximas a 6,5% ao ano parecia a decisão perfeita. Era como aproveitar uma brisa constante para navegar em mar calmo. Mas o fim do ano trouxe tempestades. A alta da Selic reverteu as expectativas e quem comprou títulos de longo prazo viu o cenário mudar drasticamente. Não é que o título se tornou “ruim”, mas ele deixou de ser tão atrativo no contexto atual.

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O mesmo acontece com ações. Muitos acreditam que quando o preço de uma ação cai, ela automaticamente se torna barata. Essa ideia é tão enganosa quanto comprar um produto em promoção sem saber se ele realmente vale a pena. O preço de um ativo deve ser comparado ao seu valor intrínseco e às condições futuras, não ao que custava no passado. Se um imóvel cai de valor porque a região perdeu atratividade, ele não ficou “barato”; ele apenas se ajustou à nova realidade.

A principal lição é que um bom investimento depende de como você interpreta o cenário. Investir com base em números do passado é como usar um mapa desatualizado: pode até funcionar, mas não garante que você chegará ao destino desejado. No mercado, o “barato” só se confirma quando há uma perspectiva sólida de valorização futura.

Outro ponto importante é o efeito psicológico. Muitas vezes, a queda no preço de um ativo é apenas um reflexo de ajustes a novos fatores, como uma economia mais desafiadora ou uma mudança na política monetária. Se não houver sinais claros de recuperação, a queda pode não ser uma oportunidade, mas sim um alerta.

Então, como evitar esses erros? Primeiro, entenda o contexto. A alta da Selic em 2025 torna os ativos pós-fixados uma escolha mais interessante do que aqueles atrelados ao IPCA, ao menos por agora. Segundo, invista olhando para o futuro, considerando possíveis cenários. Por fim, ajuste suas expectativas. Assim como o velejador que não pode controlar o vento, o investidor deve se concentrar em ajustar suas velas – ou sua carteira.

Investir não é apenas uma questão de comprar e vender. É uma questão de saber aonde você quer chegar e de se adaptar às condições do momento. O cenário atual exige paciência e atenção, porque oportunidades existem, mas nem todas são o que parecem à primeira vista. Afinal, como você prefere navegar: com estratégia ou à deriva?

Michael Viriato é assessor de investimentos e sócio fundador da Casa do Investidor.

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