Num tom messiânico e fazendo promessas de tomar territórios pelo mundo, Trump disse que foi salvo de um atentado em 2024 “para fazer os EUA grandes de novo”. O discurso, repleto de mentiras e desinformação, foi o mais longo já feito por um presidente americano diante do Congresso.
No dia em que a bolsa desabou diante do risco de uma guerra comercial, o republicano defendeu sua política de tarifas contra aliados e adversários. Segundo ele, empresas estrangeiras estão supostamente transferindo suas fábricas para os EUA como forma de fugir dessas barreiras.
Trump, no entanto, teve de admitir que “algum distúrbio” pode ocorrer no curto prazo, em uma alusão à inflação e violando sua promessa de campanha de que adotaria medidas para reduzir o custo de vida dos americanos.
Além do Brasil, Trump criticou a Índia, China, México, Canadá e os europeus. Segundo o presidente, medidas de reciprocidade contra governos estrangeiros vão entrar em vigor a partir de 2 de abril. “O que eles nos colocarem de tarifas, colocaremos neles”, disse.
“Todos os países se aproveitaram de nós por muitos anos, mas isso não vai mais acontecer”, disse. Segundo ele, “haverá alguma dificuldade”. “Mas tudo bem, não vai ser muita”, disse.
A apologia às tarifas ocorre ainda no mesmo dia em que Canadá, México e China anunciam retaliações contra os EUA, instaurando uma guerra comercial com o potencial de jogar a economia global em um período de incertezas.